Você
chegou a treinar no exterior? Competiu até que idade? Logo em seguida
já iniciou a carreira de técnico e dirigente?
Treinei primeiramente na Equipe da Gama Filho no Rio de Janeiro em 1976
e 1977. Depois me transferi para treinar na equipe de Indiana na cidade
de Bloomington, nos Estados Unidos, com o técnico Counsilman, na época
o Papa da natação no mundo. Competi até os 19 anos, quando então junto
com meu irmão fundamos o Tubarão em 1978.
Na sua opinião, quais as principais dificuldades que a natação
brasileira enfrenta e o que impede de termos equipes à altura de países
como Austrália e Estados Unidos?
Falta de recursos governamentais e programas da Natação de base, de forma
gratuita, com profissionais qualificados e planejamento a longo prazo.
Trabalho de massificação em todos os municípios juntamente com prefeituras,
clubes, escolas, etc.
E a natação master, como foi essa descoberta?
Por acaso. Na verdade não treino, até que gostaria, entro nas competições
mais com o intuito de participar, sem aquele stress de ter que treinar,
ganhar, enfim, apenas para brincar.
Recentemente você retornou a Goiânia e assumiu a coordenação da
equipe master da Átrio Academia. Em pouco tempo, já foi possível notar
um crescimento de mais de 100% do número de atletas participantes em torneios
master. A que você atribui esse súbito crescimento e quais os planos da
academia para 2007?
Primeiramente, o apoio que recebi da direção e coordenação da academia.
Segundo, o apoio dos demais professores da área aquática. Traçamos uma
meta que seria resgatar para a piscina somente aquelas pessoas que realmente
estivessem ali por vontade própria. Fizemos algumas reuniões e colocamos
como objetivo a socialização, o bem estar do aluno, a satisfação de estar
participando de uma equipe sem cobranças de resultados a curto prazo,
e sim deixando as coisas acontecerem naturalmente mostrando a todos e
aqueles que queriam resultados que teriam de treinar mais. As coisas foram
acontecendo naturalmente, fomos ganhando a simpatia e confiança dos alunos
e aí conseguimos inscrever um numero bastante significativo de atletas
na 4ª Etapa do Circuito Brasas.
Pra finalizar, você realmente acredita que a natação máster já
é uma realidade no Estado de Goiás? Quais as dicas que
você, com a experiência que tem como ex-atleta, técnico e dirigente, tem
a passar para os dirigentes e atletas da natação master goiana?
Claro que sim, graças ao trabalho que a diretoria da AGMN vem realizando,
gerando credibilidade a todos que ali participam. Com o crescimento do
números de atletas, deve-se melhorar o quadro de arbitragem a fim de proporcionar
uma competição mais segura e tranqüila. Aos atletas, que continuem se
empenhando em participar das etapas do calendário da AGMN, pois a festa
é sempre mais bonita e alegre quando se tem muita gente.
Um
exemplo de atleta.
Bruno Bonfim.
Sua
prova predileta.
100 e 200m borboleta.
Melhor
piscina que já competiu.
Nos Estados Unidos.
Dica
de viagem.
Nordeste.
O
que mais gosta de fazer nas horas vagas.
Churrasco e batepapo com os amigos.
Goiânia
é uma boa cidade porque...
É tranqüila.
Goiânia
ainda precisa de...
Amadurecimento.
Melhor
nadador goiano de todos os tempos
Apesar de não ter chegado a uma olimpíada, o Rodrigo Meireles era um atleta
completo.
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